terça-feira, 15 de junho de 2010

Frases & Pensamentos de Paulo Freire


"Verdades da Profissão de Professor
Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho.
A data é um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda."

"A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria."

"Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo."

"Não há saber mais ou saber menos: Há saberes diferentes."

"Se, na verdade, não estou no mundo para simplesmente a ele me adaptar, mas para transformá-lo; se não é possível mudá-lo sem um certo sonho ou projeto de mundo, devo usar toda possibilidade que tenha para não apenas falar de minha utopia, mas participar de práticas com ela coerentes."

"Ninguém nasce feito, é experimentando-nos no mundo que nós nos fazemos"

"A liberdade, que é uma conquista, e não uma doação, exige permanente busca. Busca permanente que só existe no ato responsável de quem a faz. Ninguém tem liberdade para ser livre: pelo contrário, luta por ela precisamente porque não a tem. Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho, as pessoas se libertam em comunhão."

"A leitura do mundo precede a leitura da palavra"

"Conhecer é tarefa de sujeitos, não de objetos. E é como sujeito e somente enquanto sujeito, que o homem pode realmente conhecer."

"Mas a gente sempre erra, como dizia Paulo Freire, somos seres inacabados, há sempre novos erros a cometer, novas lições a aprender"

"Além de um ato de conhecimento, a educação é também um ato político. É por isso que não há pedagogia neutra."

"O professor é um coordenador de atividades que organiza e atua conjuntamente com os alunos."

"A construção do conhecimento se faz através do diálogo"

"Se aprende com as diferenças e não com as igualdades"

"Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre."

"Não posso ser professor se não percebo cada vez melhor que, por não poder ser neutro, minha prática exige de mim uma definição. Uma tomada de posição. Decisão. Ruptura. Exige de mim que escolha entre isto e aquilo".

"Só desperta paixão de aprender, quem tem paixão de ensinar."

" O educando se torna realmente educando quando na medida em que conhece, ou vai conhecendo (...) e não na medida em que educador vai depositando nele a descrição dos objetos ou dos conteúdos".

"Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino".

"Conhecimento memorizado, não é conhecimento construído!"

"QUEM FORMA SE FORMA E RE-FORMA AO FORMAR E QUEM É FORMADO FORMA-SE E FORMA AO SER FORMADO".

"Se a Educação pudesse falar, ela diria: Tenho que compreender quão limitada me obrigam a ser, dados os limites políticos que não me permitem ultrapassar".

"Pensar certo...é não estar demasiadamente certo de suas certezas..."

"A educação modela as almas e recria os corações ela é a alavanca das mudança"

"O Ensino deve permitirr que brilhe, com o máximo de intensidade, a luz que cada ser humano porta dentro de si".

"Quando um sonhador se junta a outro sonhador eles encurtam a distância entre o sonho e a vida sonhada."


Paulo Freire

domingo, 28 de março de 2010

Resumo do Estatuto da Criança e do Adolescente


1. "Criança e Adolescente só têm direitos e não obrigações" (?) (art. 6º; art. 16, I; art. 17; art. 18).
Não. Nos termos do art. 6° do ECA, eles têm tanto direitos quanto deveres individuais e coletivos. Até mesmo o direito à liberdade, previsto no art. 16 não é ilimitado. Referido artigo enumera os aspectos compreendidos por esse direito. Nada é ilimitado: nem os direitos, nem os deveres. Ambos são impostos por lei, mas devem ser exercidos dentro dos limites legais.
A participação da comunidade escolar (leia-se pais de alunos) adquire grande importância, na medida em que é o Conselho de Escola que irá elaborar o Regimento Escolar. Os pais (ou responsáveis) têm o direito de conhecer o processo pedagógico da escola, de participar da definição das suas propostas educacionais, mas também têm o dever de acompanhar a freqüência e o aproveitamento dos seus filhos (ou pupilos).
Crianças e Adolescentes têm todos os seus direitos previstos e assegurados no Estatuto. Deve-se respeitá-los, não se esquecendo de que, na escola, esses direitos devem ser exercidos nos limites do Regimento Escolar.
2. O que fazer, ao tomar conhecimento de abusos praticados contra a criança e o adolescente?
É obrigação do Diretor da Escola tentar resolver o problema com a família, além de comunicar o Conselho Tutelar. Deve proceder da mesma forma, quando se tratar de faltas injustificadas, maus tratos ou qualquer outra anormalidade.3. Como deve ser vista a censura no ECA?
Deve ser vista como uma questão legal. Ou seja, a censura não é ética, moral, mas legal.Exemplo: uma fita de vídeo classificada com imprópria para menores de 18 anos não poderá ser exibida para os alunos com idade inferior à indicada.
4. O Estatuto criou a figura Proteção integral à Criança e Adolescente.
5. Criança = 0 a 12 anos incompletos;
Adolescente = 12 a 18 anos; Excepcionalmente até os 21 anos (por exemplo, quando tratar-se de assegurar direitos dos mesmos).
6. Os direitos da Criança e Adolescente devem ser assegurados "com absoluta prioridade".
7. Obrigações da direção:
a) comunicar ao Conselho Tutelar os casos de suspeita ou confirmação de maus tratos (além de outras providências legais);b) não permitir que a Criança e Adolescente seja exposta a vexame ou constrangimento ("escola não é extensão do lar");c) comunicar ao Conselho Tutelar os casos de reiteração de faltas injustificadas, evasão escolar (esgotados os recursos escolares), elevados níveis de repetência (depois de tentar resolver o problema com os pais/responsáveis);d) tomar todas as medidas cabíveis quando da ocorrência de atos infracionais: ressarcimento de dano, "queixa" no Distrito Policial, apelo à Polícia, comunicações ao Conselho Tutelar, Juiz e Promotor;e) não divulgar (e não permitir a divulgação) de atos (infracionais) administrativos, policiais e judiciais referentes a Criança e Adolescente;f) facilitar o acesso à escola (e à documentação) aos responsáveis por Criança e Adolescente (principalmente o Ministério Público), desde que no exercício de suas funções, não abdicando, porém, da condição de diretor (art. 201, § 5º, b);g) não permitir a exibição de filme, peça, etc., classificado pelo órgão competente como não recomendado para Crianças e Adolescentes.
8. São deveres dos pais ou responsáveis:
a) matricular o filho ou pupilo na escola;b) acompanhar sua freqüência;c) acompanhar seu aproveitamento escolar.
9. É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico, bem como participar da definição das propostas educacionais.
10. Direitos da Criança e Adolescente:
a) opinião e expressão;b) brincar, praticar esportes e divertir-se;c) contestar critérios avaliativos e recorrer a instâncias superiores;d) ser respeitado por seus educadores;e) organizar (e participar em) entidades estudantis;f) vaga em escola pública próxima de sua residência;g) sigilo em todos os tipos de processos;h) se autor de ato infracional, não ser conduzido ou transportado indevidamente.

Educação Especial e Inclusão


22 de Agosto dia do Excepcional - Somos Iguais nas Diferenças

Várias tentativas têm sido feitas para melhor definir o termo "criança excepcional". Alguns utilizam esse termo para se referirem a uma criança que possui uma inteligência ou um talento pouco comum. No entanto, o termo tem sido geralmente empregado para designar tanto a criança deficiente quanto a talentosa. Mas a definição melhor assimilada é a que afirma ser a criança excepcional toda aquela que difere da maioria das crianças.


Todos os pais desejam ter filhos perfeitamente sadios. Quando isso não acontece, é normal que relutem em aceitar os fatos. Contudo, esse primeiro impacto, deve ser superado o mais rápido possível, para o bem da criança. Eles precisam encarar a criança portadora de deficiência com o coração aberto e de boa vontade, tomando decisões realistas para enfrentar as dificuldades, acima de tudo com muita aceitação e amor.


As necessidades sociais, educacionais e psicológicas da criança excepcional são praticamente idênticas às das outras crianças e, com exceção das deficiências mais graves, podem ser satisfeitas sem cuidados especiais. Por isso, é bom que a criança estude em colégios normais e que participe, conforme suas capacidades, das brincadeiras e atividades da escola, aprendendo assim a se relacionar socialmente, aceitando e convivendo com seus limites.


A integração e a inclusão escolar são imprescindíveis para o excepcional desenvolver seu potencial e exercer seus direitos de cidadão.


É evidente que a deficiência impõe cuidados e providências específicas, e que as necessidades psicológicas têm algumas particularidades. Isso, porém, não significa que a criança excepcional necessite ser poupada, superprotegida nem sufocada com excessivo amor e carinho.


Compensar as limitações dessa maneira, em geral, produz efeitos desastrosos na criança, que percebe sentimentos como piedade ou compaixão. A principal tarefa dos pais, dos professores e de todos que se relacionam com as crianças excepcionais é evitar a segregação, seja de que tipo for.


Infelizmente, a surpresa ou certo constrangimento, causados inicialmente por algumas deficiências, faz com que as pessoas se fixem nisso e não consigam "enxergar" que estão diante de uma pessoa integral com necessidades, aspirações, qualidades e defeitos. Resta, pois, que se construa uma sociedade verdadeiramente democrática, que possibilite a educação sem restrições, em obediência a Constituição Federal, que preceitua em seu artigo 3o, incisos I e IV: "construir uma sociedade livre, justa e solidária"; "promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação".



Brinquedos adequados a crianças especiais


É comum chamar "crianças especiais" às crianças que apresentam problemas na aprendizagem e/ou de comportamento, problemas emocionais ou perda da função psicológica, fisiológica ou anatómica.

Uma criança especial necessita de carinho, paciência, atenção, amor e também... de divertir-se.

Em qualquer criança, a diversão tem um papel importante no processo de aprendizagem, concretizando o conceito do aprender divertindo-se.

As crianças portadoras de deficiências podem brincar com brinquedos comuns. No entanto, esses brinquedos deverão:
- ser inquebráveis;
- não possuir extremidades aguçadas;
- ter cores vivas;
- apresentar partes móveis;
- ser agradáveis ao toque;
- apresentar diferentes texturas;
- se possível, emitir sons.

Eis alguns exemplos de brinquedos que cumprem estes requisitos: bola (que faça barulho, de borracha macia), animais de borracha macia ou de peluche, chocalhos, bonecas de trapo, quebra-cabeças, fantoches, outros brinquedos (em tecido, madeira e/ou borracha).

Cada brinquedo pode ter uma função ideal para cada caso. O estímulo à criança especial através do emprego de brinquedos pode expandir o seu potencial se houver estimulação adequada ao seu desenvolvimento, às suas necessidades ajustadas e às suas possibilidades.

Algumas crianças com necessidades especiais podem ter dificuldades em manipular brinquedos convencionais, mas os pais e/ou educadores podem adaptar ou criar brinquedos, tornando-os assim apropriados às mesmas.

É preciso incentivar a criança especial, levando-a a manusear os brinquedos. Não espere que a criança o faça sozinha - ajude-a. Mas, ao fazê-lo, não exija da criança uma manipulação incompatível com a sua realidade e maturidade.

Muitos pais e educadores sabem que os brinquedos são facilitadores do processo de ensino-aprendizagem, mas é necessário que descubram vários tipos de brinquedos, formas alternativas de explorar esses brinquedos e as suas especificidades.

É ainda muito importante conhecer a dinâmica social da(s) "sua(s)" crianças especiais, de forma a (re)conhecer a condição da deficiência na sociedade como um todo, bem como o desenvolver da criança especial por meio da ludicidade.
Desta maneira as crianças especiais, podem experimentar vivências lúdicas mais benéficas.

A riqueza de um brinquedo consiste na sua capacidade de estimular a imaginação infantil. O brinquedo auxilia a criança especial a sentir-se protegida e a superar alguns sentimentos de dor, de frustração ou de perda. O brinquedo é, portanto, um estímulo para o desenvolvimento físico e mental da criança.

Pode afirmar-se que o brinquedo contribui definitivamente no processo de socialização, desenvolvendo na criança especial a expressão e a comunicação verbal, podendo ainda fazer com que esta participe prontamente dos processos de aprendizagem de uma forma feliz e divertida.

Para a criança, o brincar é necessário uma vez que contribui para seu desenvolvimento, bem como para sua capacidade de aprender e pensar.

Assim sendo, devemos oferecer a uma criança especial brinquedos que se adequem às suas necessidades e capacidades, visando promover um cuidado eficaz para o seu desenvolvimento integral.






Planejamentos e Projetos Semanais Educação Especial

PLANEJAMENTO DE PROJETOS SEMANAIS


OBJETIVO: trabalhar todos os conteúdos através de atividades temáticas, levando a um conhecimento mais aprofundado de cada assunto e tendo como encerramento uma lembrança do tema.


OBSERVAÇÃO: esse planejamento foi elaborado para ser desenvolvido com alunos especiais (DM), pois esses precisam de um tempo maior para assimilação das informações. No entanto, também o usei com alunos de Educação Infantil.

Como foi elaborado para o ano letivo de 2007, algumas datas móveis podem ser alteradas.

Por conter datas comemorativas, utilizei algumas regionais como o aniversário da cidade.

Psicomotricidade Infantil


Nos movimentos da criança se articula toda sua afetividade, desejos e suas possibilidades de comunicação. O que é psicomotricidade? Sua definição ainda está em formação, já que à medida que avança e é aplicada, vai-se estendendo a distintos e variados campos. No princípio, a psicomotricidade era utilizada apenas na correção de alguma debilidade, dificuldade, ou deficiência.



Hoje, vai mais longe: a psicomotricidade ocupa um lugar importante na educação infantil, sobretudo na primeira infância, em razão de que se reconhece que existe uma grande interdependência entre os desenvolvimentos motores, afetivos e intelectuais. A psicomotricidade é a ação do sistema nervoso central que cria uma consciência no ser humano sobre os movimentos que realiza através dos padrões motores, como a velocidade, o espaço e o tempo.



Movimento e atividade psíquica



O termo psicomotricidade se divide em duas partes: a motriz e o psiquismo, que constituem o processo de desenvolvimento integral da pessoa. A palavra motriz se refere ao movimento, enquanto o psico, determina a atividade psíquica em duas fases: a sócio-afetiva e cognitiva. Em outras palavras, o que se quer dizer é que na ação da criança se articula toda sua afetividade, todos seus desejos, mas também todas suas possibilidades de comunicação e conceituação. A teoria de Piaget afirma que a inteligência se constrói a partir da atividade motriz das crianças. Nos primeiros anos de vida, até os sete anos, aproximadamente, a educação da criança é psicomotriz. Tudo, o conhecimento e a aprendizagem, centra-se na ação da criança sobre o meio, os demais e as experiências através de sua ação e movimento.
Estimulação e reeducação
Através da psicomotricidade pode-se estimular e reeducar os movimentos da criança. A estimulação psicomotriz educacional se dirige a indivíduos sãos, através de um trabalho orientado à atividade motriz e as brincadeiras. Na reeducação psicomotriz se trabalha com indivíduos que apresentam alguma deficiência, transtornos ou atrasos no desenvolvimento. Tratam-se corporalmente mediante uma intervenção clínica realizada por um pessoal especializado.



Princípios e metas da psicomotricidade infantil



A psicomotricidade, como estimulação aos movimentos da criança, tem como meta:



- Motivar a capacidade sensitiva através das sensações e relações entre o corpo e o exterior (o outro e as coisas).
- Cultivar a capacidade perceptiva através do conhecimento dos movimentos e da resposta corporal.
- Organizar a capacidade dos movimentos representados ou expressos através de sinais, símbolos, e da utilização de objetos reais e imaginários.
- Fazer com que as crianças possam descobrir e expressar suas capacidades, através da ação criativa e da expressão da emoção.
- Ampliar e valorizar a identidade própria e a auto-estima dentro da pluralidade grupal.
- Criar segurança e expressar-se através de diversas formas como um ser valioso, único e exclusivo.
- Criar uma consciência e um respeito à presença e ao espaço dos demais.

Boas Maneiras



Desenvolvimento Infantil - O que e como estimular?



O que as crianças aprendem com livros ilustrados?

Todas as Pesquisas mostram que a leitura para a criança é a coisa simples mais importante que os pais podem fazem para prepará-las para o êxito em sua futura carreira acadêmica. A leitura em alto o bom tom ajuda as crianças e entenderem o objetivo da palavra impressa, e a contruir seu vocabulário. A leitura também prepara a criança para reconhecer e entender as novas palavras porque ela agora vai saber o que elas significam. Livros de pinturas e gravuras ajudam a criança a se familiarizar com este processo. É importante lembrar que estes livros além de poucas páginas, devem ter ilustrações grandes, coloridas e pouco texto.


A Importancia dos Brinquedos Cantados na Educação Infantil

Brinquedos cantados ou brincadeiras cantadas são formas mais elementares de dança, nas quais existem ritmo e movimento, a educação através da música alem de trabalhar para o desenvolvimento cognitivo, afetivo e motor das crianças, contribui também para a formação da personalidade do ser humano.
É uma atividade completa de grande valor educativo, onde a criança se envolve integralmente. A dança e a musica no ensino fundamental forma uma dupla indispensável para o desenvolvimento da criança, representam a natural expressão de uma infância feliz, e contribui para o desenvolvimento rítmico, corporal, da lateralidade, respiração, percepção visual e auditiva, ajuda também a desenvolver a organização temporal e espacial.
As brincadeiras cantadas são apresentadas de acordo com o desenvolvimento e a maturidade da criança, brincando de roda exercita o raciocínio e a memória, estimula o gosto pelo canto e desenvolve naturalmente os músculos.
As atividades devem ser realizadas de forma lúdica, respeitando o nível de compreensão das crianças.
Os brinquedos cantados mais conhecidos quando crianças são: Roda Cutia, Atirei o Pau no Gato, Ciranda-Cirandinha, Marcha Soldado, O Sapa Não Lava o Pé, Borboletinha, Escravos de Jô, Passa Anel, Boi da Cara preta, etc. Nas datas comemorativas temos: Noite Feliz, Coelhinho da Páscoa, Mãezinha do Céu, enfim são inúmeras cantigas ou canções que escutamos ao longo da nossa infância, as musicas por vezes sofrem modificações ou cortes dependendo de cada região.
Na nossa cidade a maioria das escolas utilizam brincadeiras cantadas, até mesmos aquelas que tem como alunos crianças especiais com problemas auditivos, ou até mesmo físico, o importante mesmo é a participação de cada um na brincadeira. A brincadeira cantada é o primeiro passo que a criança dá para a socialização, o resto fica por conta da espontaneidade e do relativo controle infantil, que varia de acordo com grau de sociabilidade ou capacidade de disciplina emocional. Não se espera que todas as crianças reajam igualmente a um determinado estimulo, não há preocupação da demora em certos casos, para adquirir um bom controle motor.
Por outro lado, algumas crianças são mais ativas que outras, então participam mais, é um método de ensino, tanto para entreter as crianças quanto para avaliar sua sensibilidade e educá-las musicalmente. A criança pode se expressar através de brincadeiras, cantos, danças, procurar a forma e o ritmo para melhor transmitir o que pretende comunicar, adquiri uma nova linguagem (alem da verbal, corporal e plástica) que lhe permite transmitir o que sente.


A Arte Auxilia a Criança no Processo de Aprendizagem nos Anos Iniciais?

A questão da educação gira sempre em torno da criação e da criatividade: ao aprender, estamos criando um esquema de significados que permite interpretar nossa situação e desenvolver nossa ação numa certa direção. A arte deve extrapolar as dimensões da escola ultrapassando a teoria do pensamento artístico. Toda cultura e todo o meio em que se vive têm suas próprias características, seus padrões, valores, normas, idéias e objetivos, que são transmitidos e reforçados para as gerações que em nela se vive. De modo geral, a cultura na qual a criança cresce prescreve conteúdos, métodos e modos em que ela deverá ser treinada, estabelecendo assim atitude e valores a serem implantados. Dessa forma, o ensino da arte deve ser voltado à parte intelectual e social do individuo, fazendo assim com que ele ultrapasse suas próprias barreiras do conhecimento. Assim sugere Lima, “A inteligência, vai se construindo, na medida que vai descobrindo e inventando. Para a criança, o mundo deve ser reinventado e, na medida em que a criança reinventa o mundo, desenvolve a sua inteligência”.1
É a função primordial da Arte objetivar o sentimento de modo que possamos contemplá-lo e entendê-lo. Através do ponto de vista da pessoa que cria, em termos de fisiologia e temperamento, hábitos e valores, também pode ser processos mentais, motivação, percepção, aprendizado, pensamento e comunicação e potencialidade. É necessário despertar nas crianças sentimento de amor pela arte.
Na realidade, muito freqüentemente, a sociedade não utiliza toda a potencialidade da criança, e fecha os caminhos para a utilização de todas as suas possibilidades. É importante que a sala de aula seja um local agradável, gerador espontâneo de motivação ao conhecimento. Um local que não seja constrangedor, que tolha o desenvolvimento do aluno, e sim, facilitador do seu crescimento pessoal. No lugar de obrigação, deve haver satisfação do educando em se fazer presente neste ambiente. A criança deve se sentir livre e a vontade, se sentir segura, o educador deve transformar a criança num ser curioso, despertar a sua imaginação e criatividade, assim sua criatividade e curiosidade se expandem para outras disciplinas, ela precisa ser estimulada a gostar do que faz. O ensino da arte é um dos melhores recursos, afinal, qual a criança que não gosta de pintar, desenhar? Elas na maioria das vezes se expressam através da Arte. É claro que nem sempre uma criança é curiosa é inteligente no ponto de vista educador, mas através da Arte o educador precisa guiar a curiosidade do aluno para os temas culturais e sociais, integrando assim, a criança junto às outras disciplinas, é o educador fazendo um papel de facilitador no processo ensino-aprendizagem.
No ensino da Arte para os anos iniciais o educador não pode ser o autor, mas sim um coadjuvante. As atividades devem ser feitas exclusivamente pelo aluno, o educador apenas orientará o aluno em sua atividade, para que ela não se desvie do caminho trilhado pelo educador. Todo o educador tem um grande obstáculo, um desafio, cada criança tem a sua própria personalidade, gostos, inquietações e dificuldades, nem sempre um método de ensino e aprendizagem que envolva a arte serve para toda a turma, é preciso que o educador esteja preparado para diferenciar os seus métodos, a criança nesta fase inicial vive em constante mudança, mas nem sempre assimilar todas elas, assim conseguirá fazer da criança uma peça a mais para a construção do seu próprio aprendizado. É preciso dar oportunidade para a criança fazer, e que perca o medo de errar, muitas vezes o “medo” prejudica a criança a aprender.
Algumas pesquisas feitas nas escolas mostraram que os educadores do ensino da Arte tem ciência que a Arte ajuda na capacidade de aprendizagem para outras disciplinas, segundo elas o ensino da Arte as torna mais observadoras, despertando a imaginação e estimulando o conhecimento.

sexta-feira, 26 de março de 2010

TDAH - Transtorno de déficit de atenção / Hiperatividade


O Transtorno por déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) tem três sintomas: hiperatividade, falta de atenção e impulsividade. Trata-se da síndrome da conduta, de origem neurobiológica, mais frequente durante a infância. Estima-se que cerca de 5% da população infanto-juvenil, de 3 a 16 anos, sofre, sendo 3 vezes mais frequente nos homens.

Conhecida por TDAH, é uma patologia que se caracteriza pela existência de três sintomas: hiperatividade (movimento contínuo e superior ao esperado para a idade da criança), falta de atenção e impulsividade. Um transtorno que se produz devido a uma alteração do sistema nervoso central. É hoje, uma das causas mais frequentes do fracasso escolar e de problemas sociais na idade infantil. É uma patologia crônica, altamente genética (75%), mas que se pode diagnosticar e tratar.

Hiperatividade, falta de atenção e impulsividade

As crianças que sofrem de TDAH apresentam conduta inapropriada para sua idade. Custa-lhes controlar seu comportamento, suas emoções e pensamentos. Têm uma grande dificuldade para prestar atenção e a concentrar-se. No entanto, nem todas as crianças chegam a experimentar todos os sintomas. Depende muito do tipo de TDAH que tenha.

O fator hereditário influi no seu desenvolvimento chegando a sofrer o problema, 44% das crianças que tiveram pais ou mães hiperativas.

Muitos pais e professores sentem dificuldades para identificar se a criança é portador de TDAH, ou se o que lhe falta é limites, dado que as crianças nesses estados podem apresentar sintomas parecidos.

No caso do TDAH, a criança apresenta sintomas como:
- Inquietude. Move os pés, mãos e o corpo sem um objetivo claro. Levanta-se, salta e corre quando tem que estar sentado.

- Baixa auto-estima, devido sua impopularidade.

- Aborrecimento e excitação excessivos e incontroláveis. Não consegue brincar de forma tranquila. Não respeita a vez dos outros. Excita-se e se aborrece com frequência.

- Grau acentuado de impulsividade. Age antes de pensar. Responde antes que terminem a pergunta.

- Falta de concentração. Não atende aos detalhes, nem à organização, nem as instruções.

- Falta de persistência. Além de não terminar as tarefas, evita as que necessitam de um esforço contínuo.

- Dificuldade para organizar-se e manter a atenção.

- Distrai-se com muita facilidade. Esquece-se do que tem que fazer.

- Surdez fictícia.

Tratamento da hiperatividade infantil
O TDAH é uma patologia pouco conhecida, difícil de detectar e fácil de confundir. A complicação do tipo neurológico se desencadeia em idades compreendidas entre os 3 e 4 anos, alcançando o nível mais crítico aos 6. Os especialistas apontam que as crianças com hiperatividade não tratadas a tempo, terão problemas na adolescência, sofrerão problemas para relacionar-se e inclusive fracasso escolar. No entanto, um tratamento contínuo à medida que a criança vá crescendo, permitirá que o transtorno melhore, e inclusive que se consiga controlar.

A grande dificuldade que apresentam as crianças para atender, selecionar, manter, e controlar a atenção aos estímulos que lhes apresentam, assim como a excessiva agitação que apresentam, justificam a necessidade de uma ajuda e de um acompanhamento profissional. Um especialista ajudará a criança a adquirir hábitos e estratégias cognitivas para que seu desenvolvimento social, familiar, escolar, etc., esteja à altura de suas capacidades. O tratamento tem como objetivo:

- Melhorar ou anular os sintomas do transtorno.

- Diminuir ou eliminar os sintomas associados.

- Melhorar a aprendizagem, linguagem, escrita, relação social e familiar.

Para isso, o especialista empregará, segundo o caso, informação exaustiva aos pais e professores, tratamento farmacológico (imprescindível em 7 de cada 10 crianças), e tratamento psicopedagógico.

Não se deve esquecer que os pais desempenham papel fundamental durante o tratamento. As crianças hiperativas necessitarão muito apoio, compreensão, carinho, e sobretudo muita paciência para que pouco a pouco consigam desenvolver seu dia-a-dia com normalidade.

Brincadeiras


Aprendendo a viver brincando

"Criança que não brinca terá dificuldades em solucionar questões com criatividade na fase adulta". Não, não quero dar bronca nos grandinhos que não curtiram direito a melhor fase da vida. Poderia até escrever a frase inicial do texto com letras garrafais para que os pais nunca se esqueçam dessa mensagem.

O significado da frase reflete perfeitamente as conseqüências de uma infância mal aproveitada, que pode culminar em dificuldades na habilidade e aprendizado num futuro próximo. Mas qual é a relação do brincar na infância com o desenvolvimento psicológico na fase adulta?

A conexão é total, já que através dos brinquedos a criança aperfeiçoa uma infinidade de estímulos vitais para sua formação, entre as quais a coordenação motora, criatividade, raciocínio, identidade, autonomia, comunicação, sociabilização (conviver em sociedade), sensação de liberdade e poder, entre muitos outros benefícios. "Os brinquedos preparam a criança para o mundo e ensinam a elas como resolver problemas futuros", afirma a terapeuta ocupacional Vilma Colmenero.

Um exemplo da educação por meio dos brinquedos são as peças de encaixe. A criança ao tentar elaborar formas através da junção de peças estará praticando um excelente exercício de criatividade (ao imaginar a figura e unir as peças), o raciocínio (ao pensar se aquela peça vai suportar ficar sob a outra), além de um outro fator importante: a transformação do abstrato para o concreto, ou seja, a criança recria sua fantasia num mundo considerado para ela realista.

As brincadeiras com massinhas, canetinhas, lápis-de-cor também figuram no mundo mágico infantil. Essas atividades abrem as portas da imaginação e da liberdade de pensamento. "É importante que a criança desenvolva sua imaginação criando objetos, figuras e formas. A criança tem que ser vista sempre como criança, nunca ultrapassando fases. É preciso que os pais saibam impor limites e, principalmente, que estimulem o filho a brincar bastante", analisa Vilma.

Brinquedo bom e barato – Quem pensou que brinquedo educativo é sinônimo de custo alto está completamente enganado. Com apenas cinco garrafas plásticas descartáveis e uma bola de meia pode-se criar um engraçado boliche. Com água e farinha, pais e filho podem se divertir fazendo cola para grudar figuras no papel ou na máscara (também fácil de fazer). Isso sem contar com brincadeiras culturais que até hoje não perderam a força como "passa anel", "batata quente" e "brincadeira das cinco marias". Essas atividades, feitas em conjunto, fortalecem a relação interpessoal e autoconhecimento.

Como pode ser observado, a formação de um adulto criativo e consciente inicia-se logo nos primeiros anos de vida. Não existe um provérbio que diz que "todo adulto tem uma criança dentro de si"? Pois bem, é brincando que se aprende a viver.

Escolhendo a primeira escolinha..


Escolhendo a primeira escolinha

Na atualidade, a maioria dos pais e das mães trabalham fora e se vêem confrontados com a decisão de escolher a escola certa para seus filhos pequenos. Hoje, as crianças começam a freqüentar a escola bem cedo, às vezes antes do primeiro ano de vida. A oferta de escolhinhas infantis é bem variada, mas como escolher a melhor?

Muitas vezes, os pais escolhem uma escola indicada por terceiros, ou pela experiência pessoal que tiveram em determinado colégio, ou ainda pela tradição e o nome que brinda tal escola.

Os pais devem considerar vários aspectos, tais como: infra-estrutura com segurança, o currículo acadêmico, limpeza, quem são os professores, se é perto de casa, mensalidade e matrícula, idiomas, esportes, os lanches que serão servidos, as atividades extra-curriculares, o uniforme e o material a ser utilizado.

É aconselhável fazer uma visita quando a escola estiver em atividade; e melhor ainda se os pais puderem fazer isto juntos e escolher conjuntamente o que desejam para seus filhos. Uma vez escolhida a escola, visite-a com a criança.

É importante assinalar que nesta primeira experiência concreta com a vida escolar, a criança estará passando por mudanças na sua personalidade. Os primeiros dias de escola são de choro e tensão, que atingem também os pais. Parece mais uma tortura que uma experiência agradável. Lembremos que este é seu primeiro contato com o que será sua futura vida escolar.

Como enfrentar os primeiros dias de escola?

Lembrar sempre que cada criança é uma pessoa única. Conversar com a criança sobre a escola, explicando que ele terá novos amiguinhos e aprenderá muitas brincadeiras.

Transmitir confiança à criança.
Respeitar os sentimentos dela.
Ter paciência nos primeiros dias, deixando as professoras fazerem seu trabalho.
Por último "boa sorte".

Lembre-se que todas as crianças são especiais e que uma primeira experiência ruim não é apagada por uma segunda muito boa. Nós estaremos formando um ser humano para o futuro, para ser um cidadão e uma pessoa que decida por si mesma. Não formamos os filhos para nós mesmos e sim para a vida.

Desenvolvimento Infantil


A contribuição da família para a independência da criança

Ajudar uma criança a ser independente é contribuir para o seu crescimento pessoal. Isso requer muito trabalho, carinho e dedicação. Um bichinho quando nasce, e é amamentado, depois do desmame, pode viver sem sua mãe, mas você já deve ter percebido que isso não acontece com as crianças, embora a cada dia que passa, elas pareçam nascer mais espertas. Pois é, isso faz com que muitos adultos pensem que por serem espertas, e certamente inteligentes, precisam muito pouco dos adultos. Afinal, muitas crianças lidam com controles remotos e computadores muito melhor do que seus pais. Desde bebê, a criança necessita de ajuda e estimulação para tornar -se independente e com isso estar preparada para interagir com o meio em que vive. Já que um dia elas terão que conviver sozinhas, como por exemplo, na festinha do amigo ou no cinema com a(o) namorada(o), por isso, precisamos pensar no seu futuro.

Nada é mais gratificante para a família que ver seu filho fazendo gracinha, sentando sozinho, andando, falando, etc... só que tudo tem seu tempo e hora certa. Não se deve queimar etapas. Muitas vezes a criança é estimulada precocemente porque seus pais ficam ansiosos em mostrar o que a criança já sabe ou pode fazer. A independência e estimulação da criança deve estar relacionada com sua idade, e adequada com suas condições físicas e psicomotoras. Por isso, produtos feitos para crianças são projetados e adaptados de acordo com a idade, como por exemplo: mordedores, mamadeiras com colher, andador com telefone, tapetes de encaixe e, por aí vai. A medida que ela cresce, vai experimentando e desenvolvendo possibilidades em lidar com situações novas de tudo que lhe é oferecido e que está ao seu redor. É aí que começa o trabalho e a disponibilidade da família em compartilhar com a criança suas descobertas. Um bom exemplo disso, é quando aprende a comer sozinha. Numa fase anterior, a criança precisou levar o dedo ou um brinquedo na boca, assim, ela aprendeu que pode coordenar seu movimentos para levar a colher até a boca e que isso dependerá dela. Tarefa difícil para quem tem que acertar a pontaria sem deixar cair um ou muitos grãozinhos. Tarefa difícil também, para quem tem que, vira e mexe, limpar todos esses grãozinhos do chão. Além da angústia da bagunça, a mãe fica preocupada em saber se isso é natural e se seu filho está bem alimentado. Então o que fazer? O melhor, é usar duas colheres: uma para a criança aprender e a sua para alimentá-la e ensiná-la a comer.

Essa participação acontece em todas as fases como sentar, falar, com os cuidados pessoais. Quando bem vivida essas fases, passam a ter uma relação de troca muito agradável para a criança e igualmente para quem está cuidando dela. Em geral, famílias ansiosas dificultam a criança a tornar-se independente porque tendem a fazer por ela, aquilo que ela pode fazer sozinha, embora de forma desajeitada. A criança independente relaciona-se melhor com o mundo, por isso, na menor manifestação de interesse da criança em fazer algo sozinha, os pais devem incentivá-la, ao invés de querer fazer por ela e nem exigir perfeição. Curta seu filho e, acredite no seu bom senso.

Comportamento Infantil


Socialização infantil no ambiente familiar

Uma das mais importantes funções dos pais é o processo de socialização da criança, ensinando-lhe os padrões de conduta e de moral, de acordo com a cultura em que vivem e acreditam ser o ideal.

Desde o nascimento, o bebê observa o mundo ao seu redor e, em especial, seus próprios pais, ou seja, o modo como se comportam, sentem e expressam seus sentimentos e atitudes de agrado e desagrado.

Por volta dos sete, oito meses e que coincide com o momento em que se percebe um ser diferenciado da mãe, a observação começa a apresentar um objetivo prático: a imitação. É através da imitação que se dá a maior aprendizagem da criança. Ela vai absorvendo tudo o que consegue e é possível, de acordo com sua maturação.

O modo como os pais reagem à imitação infantil, com risadas e elogios ou críticas negativas, vai incentivar ou reprimir o bebê, uma vez que ele pode imitar também os aspectos não aceitáveis do comportamento e atitudes paternas.

É aqui que se deve tomar muito cuidado, já que a tendência dos adultos é acreditar que os bebês não prestam atenção ou mesmo não compreendem o que estão vendo e ouvindo.

Pode-se dizer que muitos dos padrões e valores a criança aprende por observação dos pais e dos adultos mais próximos, como avós, tios e também com irmãos mais velhos e outras crianças de seu convívio.

Como cada criança é um indivíduo único, o modo como os pais interagem com cada filho deverá estar de acordo com o temperamento e personalidade de cada um, apesar de que os valores sociais e morais são os mesmos para todos.

Se a ligação afetiva que se estabelece na família for sólida, à medida que a criança for crescendo adotará comportamentos que sabe são esperados pelos pais e, consequentemente, pela sociedade e cultura na qual estão inseridos. Importante dizer que se ela perceber que ainda é incapaz de alcançar os padrões de comportamento impostos por eles, sentirá muita angústia e desespero. Muita paciência e compreensão neste momento.

A partir dos dois anos e meio, a criança começa a adquirir noções de certo e errado, do bem e do mal. Tornam-se mais sociáveis e compreendem melhor como funcionam as relações. É claro que algumas crianças são mais sociáveis que outras mas, de certa forma, já aceitam mais tranquilamente as que são estranhas, brincando com elas também, principalmente se desde muito cedo conviveram com outros bebês.

Sendo a família o centro do mundo social do bebê, são os pais os modelos de comportamento. Portanto é fundamental que sejam coerentes e constantes com o que esperam que seja aceitável ou não e ajam de acordo, para não confundirem a cabecinha de seu filho.

Entre dois anos e meio e três anos, a criança começa a assimilar que seus atos podem ter consequências, que não pode fazer tudo o que deseja, principalmente se afetar outra pessoa.

É esperado que se ela não ver agressão dentro do ambiente familiar, aprenda a solucionar seus problemas mais adequadamente, muito embora a violência está exposta em todos os veículos de comunicação diariamente, tornando inviável que não tenha contato de alguma forma

Os pais devem lidar com esta questão, discursando sobre a diversidade de comportamentos e de culturas que existe na sociedade e expressando honestamente seus conceitos e sentimentos de aprovação ou desaprovação, conforme o caso.

Cabe aos pais ensinar seu filho a respeitar regras e limites do grupo a que pertencem, formando uma consciência moral e social com muito amor e compreensão, mas sempre com autoridade e disciplina. Afinal, a socialização na esfera familiar funciona como uma preparação para a introdução adequada num universo muito maior.

A agressividade nas crianças pequenas

Uma das grandes dificuldade dos pais é lidar com a agressividade de seus filhos.

Quando o bebê nasce, ele traz impulsos amorosos e agressivos, e a medida que vai sendo cuidado pelos pais, passa a construir vínculos afetivos e a desenvolver seu relacionamento interpessoal.

Essa fase é muito importante, porque assim, ele passa a conhecer o mundo à sua volta e a alicerçar sua personalidade. Sendo assim, é necessário que sinta-se cuidado e protegido.

Com o passar do tempo, a criança tem nos pais um modelo e então relacionam-se com outras pessoas assim como seus pais o fazem. Se têm um relacionamento calmo, é assim que a criança se comportará na maioria das vezes, e se têm um relacionamento mais conturbado, ela provavelmente seguirá esse modelo de comportamento.

O comportamento agressivo na criança é normal e deve ser vivenciado por ela. O grande problema é que ela não sabe como controlá-lo. Normalmente, acontece quando sente-se frustrada ou quando necessita mostrar aos pais que algo não vai bem. Muitas vezes a criança provoca um adulto para que ele possa intervir por ela e controle seu impulso agressivo, já que ela é pequena e não tem condições de fazer por sí própria. Por isso precisa de um "para com isso" ou "eu não quero que você faça". É como se ela pedisse para levar uma bronca. Nessa hora é como se o adulto emprestasse seu controle para a criança.

Assim como os pais a ensinam andar, falar etc... também devem ensinar a criança a controlar sua agressividade e aprender a hora certa de colocá-la para fóra. O importante é que os pais tenham bom senso tomando cuidado para que ela não seja terrorista ou submissa, ou seja, nem permitir tudo para a criança e nem devolver a agressividade dela com outra agressividade.

Educar crianças é uma tarefa difícil e requer trabalho, mas o que vale é tentar acertar, ter equilibrio e consenso entre os pais para que na educação da criança não ocorra falha de dupla comunicação. Se um dos pais permite tudo e o outro não permite nada, isso só confundirá a criança.


As fantasias infantis

A partir do segundo ano de vida a criança passa a viver num mundo de faz-de-conta, paralelo ao mundo real, e que é repleto de seres imaginários.

Como o mundo real ainda lhe é difícil de ser assimilado e aceito, ela cria o seu próprio universo, onde tudo é possível e tem solução. É a fase do pensamento mágico e das projeções.

Nesse seu universo habitam super-heróis, mitos, fadas e monstros, capazes de brincar com ela, bem como fazê-la rir, sentir medo e chorar e, acima de tudo, ajudá-la a se desenvolver.

Como toda fase, um dia passa; para uns mais cedo, para outros mais tarde. Porém, é esperado que, por volta dos seis, sete anos de idade isso tenha terminado, uma vez que já terão se desenvolvido várias funções como a memória, a lógica e a inteligência.

Surge, então, na criança, uma ansiedade tão intensa e aflitiva, que não tem necessariamente relação com qualquer experiência assustadora anterior e cuja origem vai ao encontro do momento de vida que atingiu, quando se inicia a retirada das fraldas e o treino ao penico, o que significa que deve assumir o controle do próprio corpo.

Isto é muito angustiante, pois o fracasso significa decepcionar as figuras parentais que lhe são tão significativas e por quem ainda é tão dependente física e emocionalmente.

A criança expressa seus conflitos através do medo do escuro, de estranhos, de situações novas, do trovão, relâmpago, vento e outros temores que não se constituem fobias. Sente-se fragilizada diante de emoções desconhecidas e que não consegue dominar e compreender.

Daí a necessidade de criar um universo só seu. Na sua lógica, se os super-heróis conseguem subjugar o mal, ela também consegue; ou seja, se eles resolvem seus conflitos, ela também pode fazê-lo. Esses pensamentos mágicos lhe dão um sentido de poder muito forte e contribui para diminuir a sensação de fraqueza e de impotência diante dos adultos.

Assim, ela atribui vida aos objetos e brinquedos, depositando neles seus próprios sentimentos (projeções). É o ursinho de pelúcia que está com raiva porque a mãe brigou com ele ou o soldadinho está triste porque o pai dele foi trabalhar e não o levou junto... enfim, a criança brinca com os bonecos e bichos de pelúcia, como se fossem pessoas de verdade. Desta maneira, ela se liberta, sem culpa, de seus sentimentos negativos, ao expressá-los através dos brinquedos e objetos.

Neste momento, faz-se necessário o redobrar de cuidados, principalmente com janelas ou objetos que ofereçam perigo, pois a criança pode se sentir tentada a imitar o modo de atuar de seus personagens.

Por volta dos três anos, a criança inventa um companheiro imaginário para conversar e brincar. Geralmente este personagem é bom, prestativo e é dirigido e comandado por ela, o que lhe dá uma sensação de controle e poder.

Apesar dos monstros serem figuras aterradoras, os pais não precisam se alarmar, pois justamente por serem criaturas do mal sempre acabam derrotados nas histórias e nos desenhos.

Dentre os mitos, os mais simpáticos e bonzinhos são o Papai Noel e o Coelhinho da Páscoa, pois lhe dão presentes, o que fortalece e enriquece seu senso de auto-estima, por se sentir uma pessoa importante.

Assim, acreditar em Papai Noel é um dos mais significativos encantos infantis e nenhum adulto deve quebrá-lo. Ele é o símbolo do pai bom, compreensivo, amoroso e um notável substituto do pai biológico por ocasião do Natal, principalmente para a criança que não o tem presente na vida cotidiana.

Todas estas fantasias têm a função de equilibrar emocionalmente a criança, permitindo a elaboração e dissipação da angústia e o aplacamento da ansiedade. Funcionam, inclusive, como um processo de autodefesa e de auto-afirmação.

Através do faz-de-conta, a criança aprende também a entender o ponto de vista de outra pessoa, desenvolve habilidades na solução de problemas sociais e a torna mais criativa, acelerando seu desenvolvimento intelectual.

Esta é, portanto, uma etapa fundamental do desenvolvimento infantil, pois é através dela que a criança tenta elaborar seus conflitos e organizar simbolicamente o mundo real.

Os pais não devem participar ativamente do imaginário mirim, nem incentivar ou reprimir. Com o tempo vai declinando de intensidade até desaparecer por completo, como se nunca tivesse existido. Geralmente coincide com um maior domínio da linguagem e com a abertura de novos caminhos para a descarga emocional da criança.

Desenvolvimento do Bebê


O que um bebê de dois meses consegue fazer?
O desenvolvimento global da criança continua bastante intenso no segundo mês. A mãe, que acompanha o filho de perto, pode perceber novos comportamentos e conquistas a cada dia.

Na parte motora e postural a criança evolui gradativamente e já consegue sustentar um pouco mais a cabeça, e levanta o queixo quando está deitada de barriga para baixo. Também começa a levar a mão à boca, o que é uma grande descoberta, pois passa a sugar os dedos e brincar com a língua.

Nessa fase, o bebê já adquire capacidade de virar a cabeça quando escuta um ruído e acompanhar com os olhos um objeto que se move no quarto.

Uma prova do seu desenvolvimento social são os gestos fisionômicos que faz quando vê um rosto humano. Eles podem enrugar a testa e até sorrir. Observando o rostinho, podemos perceber satisfação, alegria, excitamento, angústia.

Outro exemplo da socialização é ficar imóvel ao ouvir uma voz conhecida e emitir gorjeios e vocalizações.

Umas das grandes conquistas dos bebês de 2 meses se refere ao comportamento emocional. É possível observar o movimento de pedalagem, onde o bebê move as pernas rapidamente como se estivesse pedalando uma bicicleta, e torce o corpo para mostrar alegria.

O que um bebê de três meses consegue fazer?
Com 3 meses completos o bebê já consegue reconhecer visualmente a mamãe. Além do cheiro e da voz, ele tem mais um recurso para saber quando ela está por perto. O bebê também começa a sorrir para todos que se aproximam dele sorrindo. Ele olha para as pessoas, balbucia e faz vocalizações prolongadas, participando ativamente do lar.


Nessa fase as glândulas do canal lacrimal começam a funcionar e aparecem as lágrimas quando o bebê chora.


Firmar bem a cabeça aos 3 meses é uma ótima prova de que o desenvolvimento psicomotor está perfeito. Para fazer o teste, basta deitar a criança de bruços e esperar que ela use o apoio dos bracinhos para sustentar a cabeça e olhar à sua volta.


Geralmente, é no terceiro mês que a cabeça do bebê ganha forma arredondada e ele começa a ficar deitado com o rosto virado para cima. Antes disso, a cabeça ficava apoiada de um dos lados. Nessa etapa ele também começa a escolher sua posição para dormir e se ajeita no colchão. Quando deitado de lado, se vira para ficar sobre as costas. No berço, agarra o lençol e outras coisas que estão por perto e puxa para si.


Os reflexos automáticos do bebê desaparecem e aparecem os da vontade, revelando o controle cerebral da criança. Ele já consegue fixar o olhar, segurar guizos, observar as mãos e os pés, espiar as atividades de pessoas que estão por perto, parar o que está fazendo quando ouve um barulho e balbuciar sozinho.

O que um bebê de quatro meses consegue fazer?
Com quatro meses o bebê já está bem mais durinho. Quando de bruços, consegue levantar não só a cabeça, mas também os ombros, apoiando nos braços. Quando sentado com um apoio, consegue manter-se por alguns segundinhos.


Eles descobrem a função e os movimentos dos dedos e ficam encantados. É hora de colocar os dedos na boca, chupar, segurar as coisas, observar os movimentos dos dedos.


Sua visão já está bem próxima da do adulto e ele consegue distinguir duas cores. Sua memória dura de 5 a 7 segundos, e assim, ele se diverte com brincadeiras repetitivas.


O bebê mostra a evolução da sua inteligência e socialização a cada dia: reage à chamada do seu nome virando a cabeça, demonstra preferência por um brinquedo, para de chorar quando vê a mamadeira ou o peito, tosse para chamar a atenção.


Sua vocalização está cada vez mais rica e já se pode admitir o início da linguagem. Ele se expressa com sílabas e gritos fortes e adora ouvir os próprios barulhos. Nessa etapa surge a gargalhada.


O que um bebê de cinco meses consegue fazer?
A cabeça e os membros do bebê estão mais simétricos aos 5 meses. Sua postura está cada vez mais firme e já consegue sentar com apoio mantendo as costas retas. Eleva as pernas e alcança os pés, mantém a cabeça estável, rola na cama quando virado de bruços e apoia na palma das mãos tentando levantar.


É a fase da explosão de atividades. Segura objetos e agarra tudo que está ao seu alcance. Consegue inclusive pegar um objeto e trocar de mão.


Nessa fase o bebê coloca tudo na boca. Essa é sua maneira de experimentar as coisas. Ele chupa os brinquedos, coloca o pé na boca, lambe objetos que estão à sua volta, pega o dedo da mãe e tenta morder.


Ri e emite sons ao brincar porque acha divertido os barulhos que faz. Solta gritos de alegria e usa seu “blá-blá-blá” para interromper a conversa dos outros e chamar atenção para si. Seu rosto expressa medo, susto, alegria, raiva, ansiedade, excitação.


Começa a utilizar o contato físico para se comunicar com outras pessoas. Agarra, apalpa, quer sentir e tocar em tudo.


Como sua visão e percepção estão muito evoluídas, começa a estranhar pessoas que não conhece ou não vê freqüentemente. Sua audição está aguçada e ele vira a cabeça quando chamam o seu nome.


O que um bebê de seis meses consegue fazer?
Com seis meses o bebê usa as mãos para descobrir o mundo. Quer pegar, alcançar, amassar, apertar. Bate com os objetos no chão e na beira da cama para fazer barulho e começa a se interessar realmente pelos seus brinquedos. Sua percepção já está evoluída a ponto de conseguir encontrar um objeto escondido se tiver uma parte visível.


Se o bebê estiver entretido com um brinquedo e alguém tentar tirá-lo de suas mãozinhas, terá dificuldades. Ele usa movimentos do corpo e aperta com mais força o objeto para não entregar. Esse é um claro sinal da inteligência do bebê.


Outro exemplo é quando estamos brincando com ele, falando e mostrando um objeto e paramos de repente. Logo o bebê começa a fazer sons e balançar os bracinhos pedindo mais.
Eles gostam de audiência. Quanto mais gente por perto rindo e se divertindo com as suas gracinhas, mais feliz o bebê está.


Ele fica bastante tempo entretido com seus brinquedos e, se estiver apoiado, consegue sentar. Mas os pais precisam ficar sempre atentos. Aos 6 meses os bebês são rápidos, jogam o corpo, rolam e os tombos podem acontecer a qualquer hora.


Seu equilíbrio e coordenação motora já estão bem evoluídos e ele é capaz de se virar para um lado, para o outro, para frente e para trás.


A linguagem continua se desenvolvendo e agora o bebê balbucia para os brinquedos, usa consoantes e vogais diversas, resmunga e gargareja. Também consegue usar tonalidades diferentes para demonstrar raiva, alegria, dúvida, desapontamento.


Nessa fase o bebê já distingue perfeitamente rostos familiares e estranhos. Seu comportamento social pode ser percebido no reconhecimento de pessoas da família.


O que um bebê de sete meses consegue fazer?
É hora de o bebê ficar sentado. Com 7 meses, sua coluna já está mais firme e o bebê já consegue ficar sentado sozinho, às vezes inclinado para frente e com as mãos apoiadas no chão para não desequilibrar. Com o tempo, ele vai ganhando confiança e passa a ficar sentado com a coluna bem retinha, sem nenhum tipo de apoio.


Nessa fase o bebê se prepara para engatinhar e começa a se locomover voluntariamente. Eles se arrastam e rolam para alcançar objetos que estão longe e alguns chegam até a inventar moda se arrastando sentado.


O progresso da linguagem é evidente e o bebê começa a usar sílabas como da-da, pa-pa, ga-ga. Ele se diverte com os sons que ele próprio emite.


Nessa fase, eles estão encantados com as pessoas. Os pequenos conhecem bem sua família e podem ficar encabulados se algum estranho pegá-lo no colo. Se forem conhecidos, vão adorar passar de um colo para o outro.


As brincadeiras que divertem aos 7 meses são as mais animadas, como aquela em que colocamos a criança sentada nos joelhos e fazemos como se ela estivesse andando de cavalinho. A criança ri alto com a brincadeira, gosta da sensação, fica excitada e pede mais quando paramos, se balançando e jogando o corpo para trás.


Participa ativamente das brincadeiras, não só “pedindo mais” com gritos e movimentos, mas também estabelecendo contato com as pessoas, olhando, balbuciando e até mesmo esboçando imitações.


O que um bebê de oito meses consegue fazer?
Geralmente, é com 8 meses que a criança entra na fase do engatinhar, o que significa um grande progresso nas suas funções motoras, coordenação, equilíbrio e desenvolvimento mental.


A criança desenvolve a habilidade de engatinhar e logo dispara pela casa como um foguete em todas as direções, inclusive de ré. Consegue até mesmo engatinhar com uma das mãos, levando um brinquedo ou objeto na outra.


Quando a criança engatinha ela ganha independência para se locomover sozinha, buscar o brinquedo que está longe, procurar a mãe pela casa, ir atrás de barulhos. E, com isso, demonstra sua vontade, sua inteligência, sua personalidade.


Com o engatinhar vem logo a vontade de ficar em pé. A criança gasta um bom tempo do seu dia debruçando-se em móveis, camas e mesas baixas para levantar e ficar em pé sozinha. Embora tenha força nos braços e pernas, não consegue largar as mãos e se manter firme. Logo cai sentada.


O bebê de 8 meses já reconhece o seu nome quando é chamado e algumas outras palavrinhas repetidas constantemente pela mãe. Sua linguagem continua evoluindo e ele não para de balbuciar sílabas e testar sua voz e os sons que produz, dando diferentes entonações.


Sua capacidade de brincar é grande e ela participa ativamente das brincadeiras propostas, trocando sinais com os adultos e demonstrando diferentes reações às provocações. Nessa fase, ela começa a imitar gestos.


Outra característica do bebê de 8 meses é que ele quer morder tudo, até as pessoas, mas como uma forma de carinho, para experimentar. Também aprende a usar as mãos de todas as maneiras, inclusive para puxar os cabelos da mamãe.


O que um bebê de nove meses consegue fazer?
O bebê de 9 meses está em constante atividade. Ele só para quieto na hora de dormir. Por isso, a mamãe tem que ter fôlego para acompanhá-lo, já que ele está cada vez mais craque no engatinhar e na prática de escalada de móveis e paredes.


Alguns bebês desenvolvem uma nova maneira de se locomover entre o engatinhar e o andar, usando os quatro membros. Eles conseguem ficar em pé sozinhos e se segurar. Aos pouquinhos vão começando a soltar as mãos para testar o equilíbrio.


Com essa idade ele já aprendeu a bater palminha e o faz sempre que cantam para ele.


Em relação ao desenvolvimento emocional e social, quando está envergonhado ou leva uma bronca pode fazer beiço, baixar os olhinhos, esconder o rosto e ficar com vergonha.


O bebê de 9 meses consegue colocar emoção nas suas “falas”. Articula as primeiras palavras de duas sílabas como mamã, papá, au-au e reage corretamente as palavras familiares como: me dá, pega, vem, não pode.


A criança de 9 meses não só imita o tom de voz que ouve como também as expressões faciais dos adultos que falam com ela.


Nessa fase, elas aprendem gracinhas como piscar o olho e fazer “cheirinho”.



O que um bebê de dez meses consegue fazer?
Sua capacidade de raciocínio está bastante evidente. Se o bebê está brincando com uma bolinha e ela rola para trás de uma caixa, o bebê tentará empurrar a caixa para resgatar a bola.


Com 10 meses o bebê consegue imitar alguns sons que ouve. Quando a mãe faz barulhos com o lábio, estala a língua no céu da boca ou imita o som dos bichos, o bebê observa e procura imitar.


É capaz de compreender certas proibições. Se a mãe sempre diz “não” quando o bebê cospe a sopa ou quando puxa o cabelo, ele entenderá que não pode fazer aquilo.


Uma das provas de que o bebê de 10 meses é emocionalmente apegado a sua mãe é que ele sente ciúmes e pode demonstrar isso quando ela pega outro bebê no colo. Aliás, sua expressão fisionômica consegue mostrar bem o que ele sente: ansiedade, aflição, alegria, medo.


A evolução motora é notada na sua capacidade de segurar objetos firmemente usando o polegar em oposição aos outros dedos, movimento conhecido como pinça. Também começa a sacudir a mão para dar tchau e já consegue andar de lado segurando em uma mesa. O bebê de 10 meses engatinha de quatro esticado, com o bumbum para o alto, e depois tenta levantar sozinho.


O que um bebê de onze meses consegue fazer?
Aos 11 meses, a criança passa a maior parte do tempo em pé. Ela está ansiosa para andar e quer levantar quando está no cadeirão, na banheira, no meio do quarto. Se segurarmos eles pelas mãos, conseguem dar alguns passinhos. Engatinhando, já consegue até subir escadas. E alguns mais apressadinhos já dão os primeiros passinhos.


O bebê age intencionalmente, usando o raciocínio. Se seu brinquedo está escondido embaixo da coberta, ele levanta a coberta para pegá-lo.


Sua visão e percepção estão apuradas. Se passar uma borboleta ou passarinho por perto, ele olha o bichinho se movimentar. Quando vê um livro colorido, analisa com interesse as figuras, e olha atentamente para desenhos animados na televisão.


Quanto ao desenvolvimento da fala, consegue falar cerca de 5 palavras. Sua pronuncia ainda é bastante enrolada e muitas vezes só a mamãe mesmo para conseguir decifrar. Um fato engraçado é que eles repetem a mesma palavra dezenas de vezes seguidas: dá, dá, dá, dá, dá. O pequeno já entende que o som que pronunciam tem um significado. Quando diz “mamã” sabem que está pedindo carinho, comida, colo da mãe.


Consegue segurar sozinho a mamadeira e suas brincadeiras são mais coerentes. Não pega apenas o brinquedo para bater com ele no chão. Agora, ele já sabe como usá-lo: empurra o carrinho para frente e para trás, gira a direção, empilha os cubos.


O que um bebê de um ano consegue fazer?
Entre um e dois anos de idade o bebê vai desenvolver especialmente o seu aprendizado. Nesse período de vida, as mudanças físicas não são tão evidentes quanto as intelectuais e as comportamentais. É hora de o bebê aprender.


Ao completar um aninho, ele está pronto para aprender a andar, explorar, conhecer, experimentar tudo o que está a sua volta: pessoas, objetos, lugares.


Aprender a coordenar a musculatura do corpo para andar é sua principal tarefa. Quer andar o dia inteiro e nunca cansa. No início, anda com os braços para cima para buscar equilíbrio, e com o tempo, vai baixando.


Sua linguagem está se aperfeiçoando. Em geral, com 1 ano completo a criança fala em média 6 palavras e consegue imitar alguns sons que os pais ensinam, como o au-au do cachorro. Com o tempo, aprende a apontar as partes do corpo quando os pais falam o nome e identificam objetos em livros infantis.


Ele já tem capacidade para fazer muitas coisas: coopera enquanto o vestem, segura um copo, tenta usar a colher. Por volta dos 15 meses começam a imitar o adulto em algumas tarefas do dia a dia. Faz coisas para mostrar que já é grande como tentar pentear o cabelo com uma escova, falar no telefone celular de brinquedo, varrer o chão com uma vassourinha.


Um dos seus passatempos prediletos é jogar objetos no chão de propósito. Se a mãe pega e devolve para ele, o bebê repete a mesma coisa milhares de vezes, achando que é uma brincadeira.


É comum a criança pegar o brinquedo dos amiguinhos, mas não querer emprestar os seus. Outra característica interessante dessa fase do bebê é que eles adoram se exibir e, para isso, imitam gestos e atitudes que provocam risadas.


Nessa fase, o gênio da criança está mais evidente e eles podem ter acessos de raiva, bater a cabeça, se jogar no chão, dar chutes. Esse comportamento deve ser repreendido pelos pais e analisado, pois sempre há um motivo para os acessos de raiva.

Dia das Crianças - Como presentear e educar ao mesmo tempo



Quando se aproxima o Dia das Crianças recomeça o alvoroço que ano a ano se repete nas lojas de brinquedos, nas escolas infantis, nas famílias e especialmente na cabecinha das crianças. Antenadíssimas como nunca e muito bem informadas através tanto da TV como da Internet, elas trocam opiniões entre si para decidir o que vão pedir de presente aos pais, tios e avós, neste próximo dia 12 de outubro.

Por outro lado, a família se vê aturdida pela avalanche de opções, antigas e novas que enchem as prateleiras das lojas e mesmo que tenham determinado a verba para tal gasto, sempre resta a dúvida de qual brinquedo escolher para não só agradar, mas também surpreender as crianças. E isso, todo mundo sabe, pode causar primeiro uma grande surpresa para o comprador...E lá vão pais, avós e tios, às lojas para comprarem quase sempre o brinquedo mais sofisticado, muitas vezes sem terem a certeza da adequação da sua escolha à idade da criança e do proveito real que esta usufruirá com o presente. E geralmente, gastando mais que o orçamento familiar permite!

Deve-se lembrar sempre a questão da educação que se deve dar aos filhos ao mesmo tempo que todos a vivenciamos. Limites reais, como disponibilidade financeira, adequação da compra ao espaço disponível para usar o brinquedo ou guardá-lo, atenção à idade da criança etc, não podem ser discutidos, mesmo porque crianças não tem até os oito ou dez anos condições pra tal. Alem disso, em qualquer idade, as crianças devem aprender a aceitar que existem normas, limites que não são passíveis de mudanças a curto prazo e devem desde cedo respeitar as decisões dos seus familiares. Negociável pode ser a escolha entre duas ou três possibilidades de itens que os próprios pais apresentam à criança, dentro de uma seleção que se aproxime do desejo do filho, mas que seja antes de tudo adequada à sua idade e lhe acrescente um estímulo ao aprendizado.

Como para adquirir a noção de realidade e valores morais e sociais é preciso vivenciar o exemplo e ter a experiência, esse pode ser o melhor de todos os presentes que se oferece a um neto, a um filho: uma ocasião pra refletir e aprender que o amor não tem preço: tem valor.



Dias das crianças

Às vésperas de mais um “Dia das Crianças”, novamente surge a mesma pergunta: o que é mais aconselhável oferecer às crianças no seu dia? Muitas vezes parece uma tarefa desafiadora, porque elas já têm “tudo”, outras vezes porque são difíceis de agradar, outras vezes porque se quer dar algo que dure muito tempo...Enfim, dar um presente quase sempre é motivo de alegria mas também de ansiedade para toda a família.

É comum os adultos questionarem se não será mais “útil” ofertarem uma roupa do que um brinquedo, um livro ou jogo. Numa ocasião como esta, é importante pensarmos no que significa ser verdadeiramente “útil” ou seja, proveitoso, para os pequenos.

Antes de qualquer coisa, devemos nos lembrar que o Dia é da criança e infância conjuga perfeitamente com o verbo brincar, essa atividade indispensável para o desenvolvimento emocional e cognitivo do ser humano. Além disso, a criança usa o brinquedo para a sua socialização e amadurecimento.

Brinquedos são fáceis de escolher, acessíveis a todos e desde que respeitados os interesses das diferentes faixas etárias, dificilmente serão presentes pouco apreciados e que não cumprirão a tarefa de ensinar, divertir e enriquecer a vida lúdica das meninas e meninos.

Desde o nascimento, há brinquedos a serem oferecidos aos bebês e que os ajudarão a crescer de forma equilibrada, atendendo à sensibilidade que apresentam ao meio ambiente como por exemplo os móbiles, os chocalhos, os bichinhos de pano, argolas coloridas e sonoras, etc. Por volta dos três ou quatro meses, os mesmos brinquedos de antes ainda encantam, assim como os tapetes com figuras que estimulam os sentidos e a movimentação infantil. E existem em profusão de cores e formas a escolher!

No segundo semestre de vida, cubos coloridos, argolas, brinquedos leves e flutuantes, fáceis de montar e desmontar, de carregar, de puxar , empilhar, são muito apreciados pois além de divertidos permitem o exercício da movimentação.

Como por volta dos doze meses, as crianças já tem um bom equilíbrio motor para se manterem sentadas e já começam a andar sozinhas, repetem gestos dos adultos e interagem de uma forma mais atuante, os brinquedos também passam a ser condizentes com sua nova postura e que permitam novas aprendizagens como puxar, empurrar, rolar, abrir e fechar.

Crianças com 2 e 3 anos são irrequietas e começam a dominar a comunicação oral: um CD de músicas, para cantar e dançar, facilita a aquisição do ritmo musical, de um vocabulário mais variado, alegram e entretêm os pequenos. Já os livrinhos de histórias, para a mamãe e o papai lerem para ela, causam encantamento e promovem o bem estar afetivo e familiar. Em geral crianças adoram brincar com coisas que fazem parte da vida diária da casa: as meninas empurram carrinhos de boneca, os meninos brincam com trenzinhos, carrinhos e ferramentas de plástico, entre outras brincadeiras animadas como pular na cama e fazer imitações e caretas. É a idade ideal para com muita paciência, começar a ensinar a criançada a guardar seus pertences depois de usá-los.

Brinquedos para crianças de 3 a 4 anos são muito fáceis de escolher, pois há sempre novidades no mercado e elas apreciam triciclos, bonecas, trenzinhos, bolas, adoram brincar com pás e baldes na areia, podem começar sua iniciação musical e se divertem com quebra cabeças de peças grandes. Com essa idade as crianças já dominam um vocabulário de mais de mil palavras e fazem pequenas frases, já bem inteligíveis e com grande facilidade.

A criança em fase pré-escolar adora os jogos de faz-de-conta: sua criatividade e imaginação não têm limites e mais do que nunca apreciam brinquedos e brincadeiras que reproduzem o mundo adulto. Em geral gostam de ir ao cinema e ao teatro, que não deixam de ser um belo presente!

Com o brinquedo apropriado para a sua idade, a criança divide emoções e supera fases difíceis: quem não teve um bichinho ou uma boneca com que se agarrou nos dias em que o medo do escuro, das bruxas, dos monstros, tirava o sono?

A partir dos sete anos , os recursos cognitivos, motores e perceptivos permitem uma escolha muito ampla e as lojas de brinquedo estão repletas de sugestões, que vão desde jogos de tabuleiro, a brinquedos e jogos eletrônicos, de moldes de gesso a carrinhos guiados por controle remoto, rádios, patins, bicicletas, etc. O ideal é escolher um presente que a garotada tenha muita oportunidade de usar e de explorar com sua imaginação.

Os adultos devem sempre ter em mente que mais importante do que o valor financeiro do brinquedo, é a sua qualidade, a segurança, a alegria e o interesse que possa despertar nos pequenos. Mas nenhum presente é bom, se não for escolhido com atenção e carinho e oferecido junto a um grande e carinhoso abraço, pois só assim ele cumpre a maior de suas funções: a de transmitir realmente nossa emoção ao presentear uma criança muito amada!

quinta-feira, 25 de março de 2010


Projeto Pedagógico de Adaptação

Educação para um mundo melhor


As crianças, que estão indo para a escola pela primeira vez, sofrem de ansiedade da separação. Elas sentem medo de que os pais não voltem para buscá-las e fantasiam o abandono. É importante que os pais lhes demonstrem interesse pela experiência que elas estão vivendo que as encorajem, reforçando-lhes aspectos entusiasmantes de escola como: conhecer novos amiguinhos, pode brincar com eles, etc. e tranquilizando-os quanto ao amor que sentem por elas, quanto à proximidade que manterão com a escola e com a sua professora e quanto a estarem lá para buscá-las no horário da saída.


Objetivos:
Acolher responsáveis e crianças, introduzindo-os noi universo escolar, que possui regras e objetivos próprios. Enfatizando aos responsáveis que a criança ficará bem e de como esta nova etapa é importante para todos.
Garantir para a criança o tempo necessário para que ela possa construir essa nova relação.
Procedimentos:
1. Organizar com as educadoras momento de entrevista com os responsáveis;
2. Organizar junto com os responsáveis um adulto que fique como referência para a criança no período de adaptação;
3. Estipular horários de adaptação, iniciar com o período de 1 hora nos primeiros dias e ir aumentando, lembrando sempre que estes horários devem ser seguidos com responsabilidade;
4. Oportunizar para a criança momentos agradavéis (pintura, danças, brincadeiras, jogos, contação de histórias...) integrando o processo de aprendizagem da criança com o processo de socialização.
Importante:
Não existe um tempo certo para a criança se adaptar, ou seja, pode ser que em 5 dias a criança aceite completamente esta nova rotina, já em outro caso este processo pode levará mais tempo.
Metodologia:

bolinha de sabão;
reciclagem de giz de cera (passo a passo no blog);
pintura com tinta (pintura de colher, tintas naturais...);
óculos divertidos;
contação de histórias;
brincadeiras de roda;
massinha caseira;
culinária (esponja de morango) e
fantasias.
Lembre-se de diversificar as atividades, ser carinhosa e transmitir segurança tanto para as crianças como para os responsáveis.

terça-feira, 16 de março de 2010


A Magia de Educar...


A magia de ensinar é um exercício que se inicia de repente.. o momento difícil é dizer, quando parar...

São muitas as magias dentro de uma escola. Ver as etapas do desenvolvimento de uma criança, passando como as nuvens no céu, às vezes, pequenas, mas se ajuntam, crescem, e vão formando um lindo carrossel, ora branquinho, ora mais escuro. Entretanto, não pára nunca, vai....vai....e vai! Nunca se sabe aonde vai chegar!

Assistir ao pensamento de uma criança se formar é o mesmo que percorrer uma trilha cheia de aventura. Quando ela pára e, no papel, registra em peripécias sapecas narrativas, poemas, cartas, relatórios, informações, parece um maestro numa sinfonia sem ímpar.

 E o uníssono de gargalhadas em ecos? Parece que vai ao infinito, naquela mistura de fino, grosso, grave, agudo, contagiando o ar de alegria sem fim.

 As descobertas, a fantasia, a imaginação, a amizade, a sapequice, o choro, a alegria, para tudo acabar numa coisa séria: o saber. Aprendizagem! É uma magia ensinar. E, fantástico, verificar o aprender!